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domingo, 26 de junho de 2011
Trabalho Escher
Depois de organizadas diferentes idéias e assuntos para essa análise crítica, não nos julgamos aptos a analisar criticamente a teoria de Piaget de maneira mas ampla, então, decidimos por ampliar o trabalho, buscar outras fontes, A obra deste artista e parte da teoria desse pensador possuem alguns pontos que podem ser relacionados como; a multidimensionalidade, Etapas (estágios), interação social e formação de raciocínio.
Na observação à obra é o possível relacionar Piaget à Escher por formar ou estimular um raciocínio para Piaget é a primeira tarefa da educação, não ser uma formação mas sim uma condição formadora, o desejo é pela estimulação da pesquisa e esforço ao invés da transmissão de soluções, para a criação da sua linguagem antes de impor outra, levando-a a reinventar aquilo ao invés de limitá-la. Estreita união do ensino e da pesquisa, o mesmo ocorre na obra de Escher que não pode ser compreendida sem quebrar padrões e regras da gravidade e das dimensões ativando o pensamento lógico.
a obra “Relatividade” também possui esse aspecto multidisciplinar por possuir pontos de fuga distintos, realidades simultâneas, com significações ou caminhos diferentes, que transformam essa realidade ou dimensão em todas as coisas ao seu redor, o que para uma realidade é o teto para a outra é uma parede,etc. Demonstra mundos diferentes e únicos sendo percorridos simultaneamente, dialoga a arte e a geometria de maneira interdisciplinar como Piaget com a possibilidade de múltiplas combinações demonstrando que a didática não envolve somente as questões de cada ramo ou seção do ensino científico e sim questões gerais.
Podemos também ver em sua obra diversas menções a diferentes áreas, caminhos, do ser humano, como trabalho( demonstrado pela figura com a bandeja e a bebida, carregando uma espécie de balde e em outra aonde carrega um saco), o pensamento (aonde a figura lê um livro sentado) também o romantismo (com os casais tanto do lada esquerdo em cima quanto do lado direito mais embaixo) Demonstrando em alguns lugares nenhuma interação social e em outros sim. Para Piaget o individuo fornece esboços á serem desenvolvidos ou destruídos pelas interações sociais ou educativas A diferença essencial entre as sociedades humanas e animais é que as condições sociais dos homens não vêem determinadas e sim são transmitidas no exterior de geração a geração.
As Escadas e ambientes de Escher trazem caminhos ou estágios etapas diversificadas, mas que podem ser relacionadas como os estágios de Piaget pontos de vista das operações intelectuais, somente sem colocar o problema de generalização, cortes que é necessário primeiramente a ordem de sucessão das aquisições seja constante contando com uma cronologia, que é variável, depende da experiência anterior do indivíduo e não somente da sua maturação. E o meio social que para acelerar ou retardar de um estágio. Ou mesmo impedem sua manifestação. As sucessões de conduta são constantes não aparecem antes das outras num certo número de indivíduos. Estrutura de conjunto essa noção toma um sentido preciso no domínio da inteligência, a criança atinge tal estrutura, que ela é capaz de uma multiplicidade de operações distintas. Esta é a vantagem da noção de estruturas ,quando são complexas, permitem realizar uma estrutura de conjunto.
Bibliografia:
Problémes de Psychologie Genétique, Paris Demóél, 1972
Tradução de Célia E. A. Dipiero-Problemas da Psicologia genética
Capítulo-Os estágios do desenvolvimento intelectual da crianças e adolescentes
Jean Paget- Para onde vai a educação? 10 edição
Capítulo: Toda pessoa tem direito a educação: página 29 a 35
como papel do ensino escolar, o significado do método ativo, a utilização de conhecimentos psicológicos adquiridos e o caráter interdisciplinar
fichamento pra onde vai a educação?
Para onde vai a educação? Tradução de Ivette Braga, 1974-
páginas 15 à 29
Hoje há poucos professores com vocação cientifica em relação ao número de estudantes. A didática não envolve somente as questões de cada ramo ou seção do ensino científico e sim questões gerais, como papel do ensino escolar, o significado do método ativo, a utilização de conhecimentos psicológicos adquiridos e o caráter interdisciplinar.
- O método ativo :pesquisa espontânea da criança ou adolescente, é uma verdade adquirida seja reinventando ou reconstruindo para não somente transmitir. O desejo é pela estimulação da pesquisa e esforço ao invés da transmissão de soluções, para a criação da sua linguagem antes de impor outra, levando-a a reinventar aquilo ao invés de limitá-la. Estreita união do ensino e da pesquisa, sob pena de nada compreender da Ciência já estabelecida.
-Conhecimentos psicológicos: A vantagem da aceleração dos estágios do desenvolvimento, toda educação é uma aceleração, mas até aonde é proveitosa impormos a velocidade ideal. A valorização do corpo docente e a preparação universitária completa dos professores são necessárias para a formação psicológica satisfatória dos futuros mestres do primário e secundário.
-Papel do ensino escolar: Em oposição ao fracionamento, conformismo que não conseguirmos atuar bem em determinadas áreas, tem que cessar. Um exercício feito nos mostrou que quando exercitamos o jovem, não menos ou mais inteligentes, há falta de interesse e não conformismo de aptidões é necessário uma mudança de caminhos.
A observação é um exercício de grande utilidade, não pode ser negligenciada.
No nível pré-escolar as conclusões são incompletas, mas por muitas vezes, já são deformadas pelos ideais pré-concebidos dos indivíduos.
- Interdisciplinaridade: primeira lição a ser extraída dessa tendência interdisciplinar é a necessidade de uma revisão da relação entre as ciências ditas humanas das naturais. A evolução se dará da livre transferência de uma seção para a outra com possibilidades de múltiplas combinações. Pesquisar grupos definidos, por representantes de especialidades complementares que trabalham em constante relação e não por um único professor
Conclusão:
Os mestres têm que estar imbuídos do espírito espitemológico bastante amplo afim de sem negligenciar sua especialidade, possa o estudante perceber de forma continuada, as conexões com o conjunto de ciências.
Uma breve análise crítica da teoria de Jean Piaget, baseada na observação da obra “Relatividade” de M.C. Escher
André Vincentin
Diogo Monsores Vieira
Carolina Lopes de Oliveira e
Paulo Tercio Galati
Comparações
a concepção de que devemos observar (algo) guiados pela multiplicidade envolvida e não com uma expectativa eminentemente pronta
Para Piaget é necessário propor um olhar diferenciado e múltiplo para as coisas, sendo este sugerido como uma espécie de exercício para as interpretações cotidianas e reflexão da realidade.
Também para observar a obra de Escher é preciso cultivar a predisposição de ver várias perspectivas e tornar a mente disposta a articular essas visões para conseguir relacioná-las
estimular um raciocínio condiz com uma condição transformadora por meio de inevitável pesquisa, levando a reinventá-la
Para Piaget a tarefa principal da educação é estimular o raciocínio, não ser apenas uma formação, mas sim uma condição formadora, ligada estreitamente à pesquisa. Ao invés da criança apenas copiar o conteúdo apresentado, ela deve ser levada a reinventá-lo.
Na obra de Escher, a quebra dos padrões e regras da gravidade e das dimensões, instiga uma visão crítica e o raciocínio lógico, além disto, leva o observador da obra a reinventá-la a cada mudança de perspectiva no olhar. Mundos diferentes e únicos sendo percorridos simultaneamente nos são apresentados na obra, que dialoga a arte e a geometria de maneira interdisciplinar assim como Piaget, com a possibilidade de múltiplas combinações entre as várias áreas do conhecimento, pensando o ensino como uma questão geral, como um todo relacionado.
um movimento cíclico que nem sempre faz sentido
No desenho acima, as pessoas que caminham pelas escadas parecem ser a mesma pessoa, parece um registro dos vários momentos de um dia ou de um mesmo fazer. E todos os caminhos têm uma porta, um fim que se abre para outro lugar que aqui não é visto inteiramente. Em Piaget o movimento de desenvolvimento da mente humana é determinado por etapas, passando por processos que à primeira vista podem ser vistos como movimentos cíclicos sem sentido, mas que na realidade são vivências nas quais juntam-se informações e experiências que alteram seus esquemas*, em processos de assimilação e acomodação até que reequilibra, alcançando outros patamares. Podemos comparar ainda Escher ao pensamento multidisciplinar de Piaget sob o ponto de vista da complexidade do sistema de conjunto e dos vários ângulos e possibilidades de observação, experimentação e oposição ao fracionamento, uma vez que a estrutura apresentada na obra é cíclica.
*esquema: ações básicas de conhecimento, incluindo ações físicas/motoras, sensoriais e mentais.
brincar com as nossas certezas estabelecidas
É o que Escher sempre gostava de fazer. Parece que brinca com o que Piaget chama de equilíbrio, que é baseado em uma série de esquemas que permitem organizar o caos inicial de sensações. De fato, ao olhar para o quadro “relatividade” nos vemos obrigados a refazer constantemente a noção de equilíbrio para reorganizar nosso entendimento sobre ele.
Apreciação
Piaget tem uma visão múltipla para criar um método de observação, mas (pela norma da ciência) estabelece uma teoria fechada que, entre outras coisas, definiu etapas associadas às idades que ele constatou em suas experiências.
Mas talvez essa não seja o maior motivo das críticas que se faz a ele atualmente.
Alguns estudos indicam que o desenvolvimento cognitivo é favorecido pelas interações sociais, mas parece que o próprio Piaget, ao menos no final da vida, suspeitava desse fato.
Outro fato é que, fora dos padrões europeus e de sua época, as crianças são muito mais estimuladas e interagem mais com os adultos, aprendendo mais cedo do que ele apontava, sobre sentimentos e as reações dos outros. Isso nos parece indicar que idade estabelecida por ele entre as etapas devem ser encaradas como barreiras móveis, absolutamente permeáveis, não invalidando o mais importante de suas pesquisas que foi o fato de estabelecer a existência dessas etapas.
Outra observação é que a imitação ocupa um lugar bastante importante para o desenvolvimento cognitivo. Pode-se dizer que a recriação acontece aí, após este processo, quando a criança provida de recursos vindos de diferentes fontes recria o conhecimento adquirido. Nisso se dá também o poder transformador do meio.
Conclusão
Como educadores devemos ver os alunos e as situações vividas em sala de aula, assim como enxergar a teoria de Piaget com o olhar proposto por Escher em sua obra. Um olhar relativo, que vê um prisma de possibilidades e procura enxergar cada aluno sob vários ângulos, com realidades distintas ainda que fazendo parte do todo de um conjunto.
Análise crítica dos textos: “O Fora”, “Sala de Aula”, “Aprender” e “A Psicologia e o mestre”.
Pontos interessantes encontrados nos textos:
“ O Fora” de Monica Cristina Mussi
“Fora da sala de aula. Fora!”
“Dentro e fora das salas de aulas, aprende-se muito bem a separar o joio do trigo-para não fazer o pão. Ali mesmo onde, na superfície das paredes, as vidas exigem multiplicidades, ..”
“Entre dentro e fora, quanta selvageria repetitiva!”
“Entre o dentro e o fora determinado, corre o galope o caos, um fora não exterior e um dentro não interior”
“É então que, no fora de dentro da sala de aula, alguém pela fresta da janela suja do corredor é tocado pelo vento que faz tremeluzir folhas na árvore.”
“Sala de Aula” deJulioGroppa Aquino
“Não é lugar, mas ocasião. E nem sempre é bom..”
“Mas, se alguém por ventura dele se cansar, eis que vira outra coisa, por exemplo, telefone sem fio”
“Não é palco, passarela, divã, balcão. Ali não se quer expressão, jamais comunicação, migalhas do dito, voragem do dizer. Ou quase.É conversa fiada perdigoto, vociferaço, patatipatata.”
“Não é indumentária de Salomão. É trapo, pano de chão. È roxinol que canta com espinho cravado no peito.”
“Maravilha de quinta categoria, de terceiro escalão.”
“ Em tempo: não é amor, não é ódio. È blefe trapaça e lassidão. E é mais que bom.”
“É fumaça, enfim. E também, quase sempre, solidão.”
“Aprender” de LuisFuganti
“Aprender não é operação simples. É um processo complexo, geralmente submetido a padrões e, por isso, frequentemente experimentado como um acontecimento frustrante e até mortal. Todo nosso procedimento educacional traz uma espécie de desgosto sutilmente dosado em cada etapa do processo de aprendizado, uma vez que o ensino dominante em nossas formações sociais não visa um aprendizado potencializador das forças ativas imanentes aos modos criativos de vida. Ao contrário, é parte integrante dos mecanismos que operam a serviço de poderes de captura de vida, impondo um aprendizado baseado na inoculação de uma insuficiência de ser.”
“Toda experimentação (...) implica um meio de transpor ou lançar-se fora de sí, (...) estabelecendo um ritmo capaz de aprender o que pode atravessar a fronteira e amplificar o ser.”
“A psicologia e o mestre” capítulo XIX do livro psicologia pedagógica de Vigotsky
“Do professor que fica sentado à sua escrivaninha pode-se dizer o mesmo que se diz do sacerdote no púpito sem fé no coração, ele está condenado.”
“Quando o entusiasmo toca a alma tudo se torna vivo e inspirado”
“O trabalho docente tornou-se espaço para onde se canaliza tudo o que há de inadaptado, mal sucedido e fracassado em todos os campos da vida.”
“Se o professor quiser ser um pedagogo cientificamente instruído deve ter um embasamento cultural muito vasto.”
“Em cada sala de aula haverá janelas, um professor de verdade irá olhar de sua escrivaninha para o vasto mundo, para as inquietações humanas, as alegrias e obrigações da vida (...) E na escola do futuro essas janelas estarão abertas da forma mais escancarada, o professor não só irá olhar mas participará ativamente das obrigações da vida.”
“Só um estado de incômodo social provoca mudança no aparelho psíquico. O bem estar absoluto o mergulharia em um sono profundo.”
“O criador é sempre da espécie dos descontentes”
“O educador racional nunca educa”
“Está claro para qualquer um que quanto mais forte é o incômodo que dá o primeiro impulso ao movimento da alma tanto mais forte é o próprio movimento, que a educação e a criação são sempre trágicas porque partem do incômodo e do mal-estar, da desarmonia.”
“Quanto mais nos sentimos adaptados e confortáveis na vida tanto menos nos resta espírito criador e mais dificilmente nos prestamos à educação.”
“Até hoje o aluno tem permanecido nos ombros do professor. Tem visto tudo com os olhos dele e julgado tudo com a mente dele. Já é hora de colocar o aluno sobre as suas próprias pernas.”
“Até hoje existe infelizmente a convicção de que o processo educativo, por expressar na relação entre o professor e o aluno, na parte mais importante esgota-se na imitação.”
“Não se trata apenas de educação, mas de refundição do homem.”
Analisando os textos de Mônica Mussi e JulioGroppa é possível encontrar uma crítica muito forte ás questões físicas e estruturais da escola, partindo da própria concepção de sala de aula. O espaço da sala de aula que seria o local de expressão, comunicação, crescimento, virou na verdade o espaço de aprisionamento do ser humano. O aluno não aprende mais nada trancado em uma sala de aula que se recusa a fazer parte do mundo exterior, surge o desgosto por este espaço, a solidão, o repúdio, o descontentamento. Surge a vontade incessante de “sair desta prisão”, nem que seja para passear no pátio e no corredor e ver o mundo que o cerca, e fazer parte deste mundo, sentir o vento e a brisa...
No texto de Vigotsky também é possível encontrar esta crítica ás questões estruturais da escola, á própria sala de aula, como podemos ver neste trecho:
“Em cada sala de aula haverá janelas, um professor de verdade irá olhar de sua escrivaninha para o vasto mundo, para as inquietações humanas, as alegrias e obrigações da vida (...) E na escola do futuro essas janelas estarão abertas da forma mais escancarada, o professor não só irá olhar mas participará ativamente das obrigações da vida.”
Além de questionar o espaço físico da sala de aula também é questionado o próprio professor, que se recusa a ver o mundo e a desenvolver em seus alunos conhecimentos significativos para sua vida. Muitos professores estão cegos, não vêem o mundo que os cerca, não participam ativamente deste mundo, estão tão encrustados em um sistema falido de educação que nem sabem mais qual é o seu papel e para que está lá.
“Quanto mais nos sentimos adaptados e confortáveis na vida tanto menos nos resta espírito criador e mais dificilmente nos prestamos à educação.”
Em relação ao sistema educacional Fuganti diz que, por ser submetido a padrões torna-se um processo extremamente frustrante, atualmente, principalmente nas escolas estaduais, o professor perdeu totalmente sua autonomia, ele é obrigado a seguir planejamentos que vem de superiores e estão prontos, em sua maioria totalmente distantes da realidade escolar, são cobradas metas em relação á conteúdos e melhoria e notas, se valoriza apenas os indicativos “numéricos” e não qualitativos. A educação se distancia cada vez mais da vida.
“Todo nosso procedimento educacional traz uma espécie de desgosto sutilmente dosado em cada etapa do processo de aprendizado, uma vez que o ensino dominante em nossas formações sociais não visa um aprendizado potencializador das forças ativas imanentes aos modos criativos de vida. Ao contrário, é parte integrante dos mecanismos que operam a serviço de poderes de captura de vida, impondo um aprendizado baseado na inoculação de uma insuficiência de ser.”
Vigotsky em seu texto “ A Psicologia e o mestre” diz que “Quando o entusiasmo toca a alma tudo se torna vivo e inspirado” cobra do professor que este tenha sempre entusiasmos, nunca se acomode, nunca se contente com as coisas como estão, seja sempre criativo. Sabemos que são questões primordiais estas, mas cobrar do professor que ele seja a salvação de um sistema totalmente falido é um tanto quanto impossível. O professor precisa mudar? Sim! Mas não podemos esquecer que ele é sujeito á normas, padrões, regras, que ele utiliza o espaço físico, os materiais e a estrutura escolar que lhe é fornecida, enquanto todo este sistema não mudar, apenas o passo do professor não será suficiente.
“Só um estado de incômodo social provoca mudança no aparelho psíquico. O bem estar absoluto o mergulharia em um sono profundo.”
“Não se trata apenas de educação, mas de refundição do homem.”
Pensando nestas questões é interessante analisar a fala da professora Amanda Gurgel em uma audiência pública no Rio Grande do Norte sobre a educação:
“Estão me colocando dentro da sala de aula com um giz e um quadro pra salvar o Brasil, é isso? (...) sou eu a redentora do país? Não posso, não tenho condições! Muito menos com o salário que eu recebo!”
A seguir segue o registro da fala inconformada desta professora:
A professora Amanda Gurgel desabafa diante de deputados em audiência pública no RN realizada no dia 10 de maio, demonstrando a situação precária da educação no Brasil. Seguem algumas de suas falas retiradas do vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=gQVSksDyED0
“São tantas as angústias do dia-a-dia de quem está em sala de aula, de quem está em escola que eu queria pelo menos sintetizar minimamente essas angústias(...)como as pessoas colocam sempre muitos números e como os números são irrefutáveis, eu gostaria também de apresentar um número pra iniciar a minha fala, que é um número composto por três algarismos apenas (...)que é o número do meu salário, um 9, um 3 e um 0, meu salário base, 930 reais. E aí eu gostaria de fazer uma pergunta á todos e todas que estão aqui, sem nível superior com especialização, se vocês conseguiriam (...) sobreviver ou manter o padrão de vida que vocês mantém com este salário”
“Só quem está em sala de aula, só quem está pegando três ônibus por dia para poder chegar ao seu local de trabalho, (...) é que pode falar com propriedade sobre isso(...) fora isso, qualquer consideração que seja feita aqui é apenas para mascarar uma verdade que é uma verdade visível a todo mundo, que é o fato de que, em nenhum governo, em nenhum momento que nós tivemos em nosso estado, em nossa cidade, em nosso país, a educação foi uma prioridade”
“Me preocupa muitíssimo a fala da maioria aqui (...) que é: -Não vamos falar da situação precária porque isso todo mundo já sabe. Como assim não vamos falar da situação precária? Gente, estamos banalizando isso aí, estamos aceitando a condição precária da educação como uma fatalidade? Estão me colocando dentro da sala de aula com um giz e um quadro pra salvar o Brasil, é isso?”
“Salas de aula superlotadas, com os alunos entrando a cada momento com uma carteira na cabeça porque não tem carteiras nas salas, sou eu a redentora do país? Não posso, não tenho condições! Muito menos com o salário que eu recebo!
“A secretária disse ainda que nós não podemos ser imediatistas, ver apenas a condição imediata, precária, precisamos pensar a longo prazo, mas a minha necessidade de alimentação é imediata, a minha necessidade de transporte é imediata, a necessidade de Jéssica (aluna) de ter uma educação de qualidade é imediata! Eu gostaria de pedir aos senhores que se libertem desta concepção errônea, extremamente equivocada , isso eu digo com propriedade porque sou eu que estou lá, inclusive propriedade maior até do que os grandes estudiosos, que parem de associar qualidade de educação com professor dentro de sala de aula, parem de associar isso aí, porque não tem como você ter qualidade de educação com professores três horários em sala de aula, porque é assim que os professores multiplicam os R$930,00 (...) pra poder sobreviver.”
“Entra governo, sai governo, (...) e sempre o que solicitam da gente é paciência, é tolerância, e eu tenho colegas que estão aguardando pacientemente há 15 anos, há 20 anos, por uma promoção horizontal. Professores que morrem e não recebem uma promoção.(...) nós não aguentamos mais este discurso, o que nós queremos é objetividade,(..) pedimos ainda secretária respeito, pra que a senhora não vá mais á mídia pedindo flexibilidade, como se nós fossemos os responsáveis pelo caos, que na verdade só se apresenta pra sociedade quando nós estamos em greve, mas que está lá todos os dias, dentro da sala de aula, dentro da escola, em todos os lugares.”
Os problemas permanecem, as perguntas permanecem, e as soluções?
Pergunta
Perguntas feitas pela professora Enny que acredito servir para todos os portfólios!!
Qual o meu projeto de sociedade?
O meu projeto de sociedade é tão utópico, me parece tão longe, que é realmente difícil expressá-lo em sua totalidade, mas acredito em uma sociedade que não defina seus indivíduos por conceitos supérfluos, superficiais. Esses conceitos simplificadores como de cor, raça ou opções religiosas têm que ser eliminados e trocados por uma sociedade melhor com respeito às diferentes opiniões e realidades.
Como a música pode contribuir para realizá-lo?
Acredito que possa contribuir de muitas maneiras, pelas minhas próprias aulas, pelos seres humanos que pretendo tocar e mudar. Também por minhas composições que pretendo fundir cada vez mais todos os diferentes seres humanos, independente de suas diferenças sócio-culturais.
Ninguém dita quem eu sou
Muito menos pra que lado eu vou
Ninguém diz com quem eu ando
Ninguém dita!... minha vida eu mando
Quem vai definir meu canto?
Quem vai definir a minha cor?
Ninguém dita em que Deus eu creio
Muito menos se sou belo ou feio
Há muito tempo sofro pela minha pele
Me arrancaram nome, história e até a minha fé
Quem vai enxugar meu pranto?
Quem vai redimir a minha dor?
Sou brancarana, sou mulato
Sou negro, amarelado, acastanhado
Eu sou brasileiro!
Ninguém dita minha aparência
Muito menos minha inteligência
Ninguém diz o que vou pensar
Muito menos o que vou falar
Quem vai definir meu canto?
Quem vai definir a minha cor?
Chega de bobagens eu quero mais
Quero um país inteiro de iguais
Há muito tempo sonho com essa igualdade
Miscelânea é a nossa realidade
http://www.vagalume.com.br/diogo-tornili/brancarana.html#ixzz1PqV7zQPx
terça-feira, 14 de junho de 2011
Bem VIndo(a)
Clique na matéria de interesse acima e navegem pela Pos-graduação em Educação Musical, da Faculdade Cantareira, vista pelos meus olhos!
Agradeço
Diogo M.Vieira