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domingo, 26 de junho de 2011

Fichamento Dança Como Lingagem

Dança como Linguagem

Texto extraído da Dissertação de Mestrado de Melina Fernandes Sanchez/Programa de Pós-Graduação em Educação da UFSCar/2009

Laban e Coreologia

“Uma abordagem de observação e análise de movimento, denominada por ele de Coreologia, que significa ciência ou lógica da dança"

“Com base em Laban, Preston-Dunlop apud Marques (2006) desenvolveu um estudo coreológico da dança que engloba o estudo do dançarino, o estudo do som, do espaço geral e do movimento. Juntos, coordenados e articulados, estes elementos constroem a dança."

A Estrela do Movimento:


A Estrela favorece a visualização dos cinco componentes do movimento que se articulam. São eles:

"Corpo: responde à pergunta (...) o que se move?Refere-se ao corpo como um todo e às suas articulações"

"Ações Corporais: responde à pergunta(...) Qual o movimento?"

"Espaço: responde à pergunta(...) onde se move? Refere-se às maneiras como se dá a utilização do espaço"

"Dinâmicas (ou Expressividade):responde à pergunta (...) como se move?"

“Relacionamentos: responde à pergunta (...) com quem se move? Engloba as relações do corpo consigo mesmo e/ou com outros corpos,(...)”

Fichamento A música, o corpo e as Máquinas

A música, o corpo e as máquinas

Fernando Iazzetta

"(..) os sons utilizados na música eram fruto de um mesmo tipo de processo mecânico.Os instrumentos musicais (...) apesar de suas formas variadas, baseavam-se de um mesmo princípio de produção sonora.(...) até o século passado todo som era proveniente de algum material elástico (..) que gerava ondas que se propagam pelo ar até atingirem o sistema auditivo do ouvinte. Entretanto, o surgimento de novas tecnologias baseadas na eletricidade e o uso de sinais eletromagnéticos abriram a possibilidade da geração de sons sem a utilização de instrumentos mecânicos."

"Durante milênios as pessoas aprenderam a ouvir sons que guardavam relações estreitas com os corpos que os produziam."

Música Mecanizada

"(...) a música é produzida primordialmente para ser ouvida e não para ser tocada, e os processos de composição e interpretação passam a ser os meios pelos quais isso se realiza.(...) . A meta daqueles sistemas de reprodução musical passou a ser definida pelo termo fidelidade.(...) O termo fidelidade - cuja sua existência pressupõe uma relação de igualdade ou semelhança com algo- é ainda utilizado, especialmente na indústria fonográfica e de áudio, mas seu significado tornou-se mais reflexivo e inconsistente: a fidelidade de uma reprodução não é estabelecida pela comparação com seu original, mas em relação ao padrão imposto pela própria tecnologia de gravação."

"A mecanização da música significa, na verdade, um aumento no número de intermediários entre o produtor de música e o ouvinte, sozinha, possibilitou o desenvolvimento de aparelhos como o fonógrafo e o rádio"

O gesto musical

“Embora presente de diversas maneiras no processo musical, a questão do gesto só muito recentemente, passa a receber alguma atenção dentro da musicologia. Gesto é entendido aqui não apenas como movimento, mas como movimento capaz de expressar algo."

"Assim, digitar algumas linhas de texto em um teclado de computador não tem nada de gestual, uma vez que o movimento de apertar cada tecla não possui significado algum. (...) A situação é, porém, completamente diferente no caso de um músico executando uma peça no teclado de um piano: o resultado final, a performance musical, depende, em vários aspectos, dos gestos do instrumentista."

"Em tais instrumentos, movimentos mínimos do corpo do intérprete são traduzidos em sons de maneira a permitir que um interprete se utilize de uma vasta gama de qualidade emotivas no som musical."

"Para a música não é apenas o gesto físico que é importante. A categoria dos gestos mentais esta intimamente ligada aos processos de composição, interpretação e audição. Os gestos mentais fazem referência aos gestos físicos e suas relações causais, ocorrendo na forma de uma imagem ou idéia de um outro gesto."

Do gesto instrumental à Acusmática

"Conhecer música implica, geralmente, em tocar um instrumento. Mesmo o aprendizado de composição ocorria usualmente após uma razoável prática instrumental (...) esse conhecimento vem antes atado ao corpo, do instrumento e do instrumentista, é moldado pela teia de relações estabelecidas entre músculos, nervos e a matéria vibrante que compõe essas fontes sonoras. (...) Com o surgimento das tecnologias eletrônicas e digitais, entretanto, esse conhecimento pode derivar de experiências praticamente restritas ao domínio mental, descorporificadas,(...)".

“Ao desviar o foco do gesto instrumental para a atitude acusmática, onde se ouve o som sem que se identifique a fonte, a música eletroacústica tende a perder a dramaticidade gerada pela presença do intérprete com sua gestualidade."

"Computadores e instrumentos digitais desestruturam a relação casual entre o gesto e o som."

A Luteria eletrônica

"Compor uma obra musical e criar um programa de computador são duas tarefas bastante diferentes, mas ligadas por um mesmo caráter de sedução. Em ambos os casos, o compositor ou o programador encontram-se imersos na busca de soluções para uma determinada classe de problemas. Essa busca envolve uma reflexão, por vezes profunda, sobre esses problemas, sobre questões de representação, sobre o contexto onde esses problemas se inserem.(...)"

"(...) Não se pode deixar de notar, também, que o trabalho solitário do compositor em seu laboratório digital, tentando penetrar cada vez mais na natureza dessas máquinas de produzir som, é muito semelhante ao relacionamento intenso e por vezes árduo do instrumentista com seu instrumento, (...)"

“Nessa aproximação entre música e tecnologia que assistimos neste século, torna-se muito fácil confundir a experiência estética dos processos, de criação com a estética daquilo que emerge desses processos o que acabaria por permitir que se justificassem obras musicais por meio de elegantes algoritmos ou eficientes métodos de programação."

“O desafio imposto para na criação desses sistemas musicais interativos está na reconciliação entre a corporalidade que sempre esteve ligada a musica e a imaterialidade das estruturas sonoras que as novas tecnologias musicais vêm tornando disponíveis."

Fichamento Quem Educa

Quem educa marca o corpo do outro

Sobre aprender a escutar

“Quando o umbigo se fecha, a boca se abre"

"(...) pelo fascínio e espanto que senti ao saber que é pela voz que nosso corpo descobre e confirma que não é mais extensão do corpo do outro. Ou seja, nosso corpo é simbolizado pela voz dos nossos pais. Dessa forma, somos marcados desde cedo pela força da palavra, que nos introduz no mundo dos significados."

"De certa forma, acredito que a escuta se tornou algo de prazeroso e importante na minha vida de educadora por ter sido significada pela voz de acalanto do meu pai. Aprendi a significar a gostosura que era me sentir amada, naqueles momentos, ao sentir que ele dedicava seu tempo a mim."

"Fui iniciada também no ato da escuta por minha mãe; cedo ela me pôs nas malhas, nos fios, do possível texto do outro. Já pequena eu me exercitava nos enredos das redes de significados que me invadiam e, de certa forma, eu me via levada a sempre significá-los."

"Sensação estranha? Sim, talvez, mas gostosa de ser vivida. Foi assim que o aprendizado do ato de escutar entrou na minha vida, fazendo parte da minha história e de minha forma de estar no mundo."

"O ato de escutar (...), uma das primeiras posturas pedagógicas que trabalho com o educador no seu processo de formação."

“Se quisermos escutar o que o outro tem a dizer, temos de estar com nosso corpo "vazio" para poder recebê-lo e, dessa forma, ser depositário da sua fala. "Corpo cheio" é corpo sem espaço para o outro; o outro sobra, está a mais."

"Portanto, para que nossa intervenção crie forma no corpo do educando, é preciso que exista um saber não só sobre sua história de vida, como também sobre seu aqui-e-agora que está a viver. É preciso que exista um estar com o outro."

"Sem escuta não existe diálogo. O diálogo requer troca, requer espaço interno, curiosidade amorosa e disponibilidade para o outro. Não sei bem porque, no entanto sempre associo um corpo dialógico a um corpo generoso e com mobilidade."

"A escuta é tão importante quanto à fala, porque ambas, quando bem equilibradas, possibilitam o aprendizado do silêncio.(...) Sem a experiência do silêncio, fica difícil percebermos a importância e a necessidade do momento da fala quando estamos educando."

"Brincando comigo mesma, acho que o gostoso mesmo seria se pudéssemos juntar esses dois impérios, o da fala e dos sentidos, para possibilitar, a todos a quem queremos educar, a delícia do aprender a falar e do aprender a expressar seu sentir."

Fichamento O Movimento que recria o mundo

O MOVIMENTO QUE RECRIA O MUNDO: UM COLÓQUIO PEDAGÓGICO-MUSICAL ENTRE O LABAN E KOELLREUTTER

Sonia Silva

"A vida é movimento, tal qual a conhecemos. No gesto do bailarino, do músico, ou ainda no cotidiano do homem comum, o movimento, resgatado de sua obscuridade, representa não só um fato físico, mas também um complexo de variadas expressões mutantes."

"Entrei em contato com a natureza do sistema do movimento criado por Laban (1978) que tem dupla função: libertadora e reintegradora. Ao isolar o gesto, codificá-lo, ele resgata o indivíduo dos automatismos e da massificação. Lança-o na consciência de si mesmo, mediante o movimento."

"A Revisão da historicidade, à luz da percepção humana que Koellreutter preconiza, também visa libertar- o sujeito, a história da música- do isolamento que a tirania do linear sucessivo impõe à ordem das coisas. Se é que esta já existiu..."

Teoria da Evolução da Consciência segundo H.J. Koellreuter

“(...) se olharmos para o passado, descobriremos quatro níveis de conscientização que marcam toda a vida cultural e todas as artes”:

"1. No período mágico, o homem começa a sonhar, a confrontar o mundo, sentindo que há duas realidades dinâmicas: ele e a natureza. (...) A música parece surgir por acaso e não termina. Ela é interrompida. É polidirecional e monodimensional. Exemplo desse período: música dos pigmeus."

"2. Na fase pré-racionalista,(...) inicia-se a preocupação com o tempo e o espaço.(...) A música tem a função de comunicar-se com Deus e portanto restabelecer esse Todo.(...) Exemplo desse período: canto gregoriano."

"3. O período racionalista (...) A melodia é um elemento musical definido que ainda não existia na fase pré-racionalista, quando existiam apenas linhas melódicas. A harmonia surge como uma conscientização das leis da física.(...) Exemplos desse período Bach e Beethoven."

"4. O século XX representa a consciência integradora. Valendo-se das descobertas da física quântica, a relação tempo-espaço transformou-se totalmente não só na área das ciências exatas, como também na expressão artística humana."

Teoria sobre análise do movimento segundo Rudolf Laban (1978)

"Laban acreditava que cada ser carrega consigo uma bagagem física, cultural e social que o caracteriza a ponto de podermos traçar um perfil de sua personalidade por meio de sua movimentação corporal."

"Nosso corpo é reflexo daquilo que pensamos ou pensamos aquilo que nosso corpo nos sugere?"

Tempo

“Nossa apreensão do tempo está ligada à nossa vida psicológica. A experiência do tempo é essencialmente íntima."

Fluência

“O uso da fluência livre propicia movimentos para fora, ao passo que o uso da fluência controlada tende a propiciar movimentos para dentro.”

"A audição não se dá por partes isoladas, mas pelas relações entre as ocorrências sonoras."


"A importância dessa nova consciência do tempo é fundamental dentro de uma pedagogia preocupada com o ensino que dá ênfase às relações."

Espaço

“Ao analisarmos o fator Espaço, estaremos nos referindo, em consciência corporal, à estica-dobra."

"Brincadeiras sonoras e corporais criadas com glissando e ondulações melódicas, por exemplo, podem sugerir a expressão de diferentes emoções manifestas por movimentos periféricos ou não."

Peso

“A consciência do fator Peso libera atitudes de toque firme e leve, alternando a habilidade e a vitalidade de executar força ou delicadeza que ultrapassem a passividade, A expressão sonora que descreve esse estado de tensão sensitiva manipula o parâmetro Intensidade do som, ao passo que as atitudes corporais se concentram na intensidade da musculatura."

Afinidades temporais e espaciais entre o movimento corporal e o movimento sonoro

“O gesto musical assim como o gesto corporal dependem da força propulsora do movimento que é energia mental, emocional e física. Ambos manipulam o tempo, interagindo sucessivamente com alterações de Lento- Súbito- Sustentado- Curto-Longo."

A fluência do Movimento

"O fraseado musical resulta da seqüência de tons alterados, com variações e acentuação, no andamento e na intensidade. As frases corporais e musicais surgem do ser humano progressivamente, assim como surge, aos poucos, na vida, o domínio da Linguagem oral."

“O som existe no tempo, projetado no espaço por uma energia que lhe dá uma determinada dinâmica. O trabalho com o gesto na educação musical propõe fazer sentir essa noção de som em movimento no tempo."

“Ora o som reproduz o movimento corporal, ora o corpo movimenta-se pelo som. A partir daí tanto o movimento como som são passíveis de serem transformados em escrita."

"Estou convicta de que essa proposta de integração da linguagem musical e corporal contribui para a formação de indivíduos mais conscientes de um mundo em contínua transformação e mais preparados para atuar, com equilíbrio, nele."

“O trabalho educativo deve ser uma proposta dinâmica, organicamente criativa, pois acredito na ampliação de uma percepção consciente como uma das experiências fundamentais, eu diria até vitais, para o processo do desenvolvimento humano."

"(...) devemos estar atentos na busca de um novo paradigma para a educação, que seja capaz de conciliar o que está acontecendo no mundo da ciência com a necessidade da construção e reconstrução do homem e de seu mundo interior."

terça-feira, 14 de junho de 2011

Bem VIndo(a)

Ola Seja Bem vindo(a) ao meu Webfólio!

Clique na matéria de interesse acima e navegem pela Pos-graduação em Educação Musical, da Faculdade Cantareira, vista pelos meus olhos!

Agradeço
Diogo M.Vieira